Saiu na imprensa

O sociólogo Boaventura de Sousa Santos publica artigo onde denuncia a poluição da Ilha de Maré

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O sociólogo português participou da Tóxico Tour por Ilha de Maré, realizada durante o Fórum Social Mundial, no mês de março, em terras soteropolitanas.
Boaventura de Sousa Santos em Ilha de Maré
23-04-2018
Imprensa: 

Jornal de Letras

Uma excursão cujo foco não eram os atrativos naturais ou culturais da Ilha de Maré, mas o grave estado de poluição da baía de Aratu, que atinge de maneira violenta a população local, foi experienciada por cerca de 100 pessoas, no dia 17 de março, nos arredores de Salvador (BA). A Tóxico Tour fez parte do calendário do Fórum Social Mundial realizado na capital baiana e apresentou aos participantes a dimensão da poluição na ilha. Pescadores e pescadoras artesanais apresentaram os perigos da dispersão irresponsável de produtos tóxicos e a maneira como isso impacta no modo de vida  das comunidades quilombolas da qual fazem parte. Entre os participantes da atividade, estava o sociólogo português, autor dos livros Epistemologias do Sul e Introdução a uma ciência pós-moderna, Boaventura de Sousa Santos.

Boaventura ficou impressionado com o que viu e relatou boa parte da experiência num artigo intitulado "Da ilha da Maré a outro mundo possível", no periódico português Jornal das Letras. No artigo, o sociólogo descreve a grave situação de racismo ambiental vivenciada pela população local. "Estamos perante uma repugnante atuação de racismo ambiental pois 'é uma ilha de pretos', com os imperativos do 'desenvolvimento' a terem total precedência sobre a saúde e o modo de vida das populações", escreve.

O português ainda aponta que a população de Ilha de Maré pode estar em consonância com uma nova forma de ver a natureza e o direito. "As mulheres e os homens da Ilha de Maré podem estar na linha da frente de uma nova conceção da natureza e dos direitos humanos. A sua luta pela vida digna e uma relação harmoniosa com a natureza é uma luta por todos nós, pela sobrevivência do planeta e da vida".

Sousa Santos ainda citou o rio Whanganuri, um rio sagrado para os povos indígenas da Nova Zelândia, como um exemplo para os moradores de Ilha de Maré, já que foi "reconhecido pelo Estado como uma entidade viva que deve ser protegida de modo a garantir a continuidade da sua existência em plenitude".

Para saber mais, confira o artigo na íntegra, no arquivo em anexo logo abaixo!

 

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