A MAR DE LUTA TEM UM ROSTO! – 5 anos do crime do petróleo
30 de agosto de 2024, marca uma data de dor e resistência para as comunidades pesqueiras do Brasil. Há 5 anos, as primeiras manchas de óleo surgiram em nosso litoral, dando início ao maior crime ambiental da história do país. Um crime que não só manchou nossas águas, mas que marcou profundamente a pele, a voz, o trabalho, o suor e a alma de inúmeras famílias. Famílias que até hoje aguardam respostas efetivas do Estado, que seguem lutando contra o esquecimento e contra o racismo ambiental que permeia esse desastre.
Este dia é de luta, de memória, mas também de denúncia. Não estamos falando de coisas subjetivas ou distantes; estamos falando de rostos, de vidas humanas, de mulheres, jovens, homens e crianças das comunidades tradicionais, sobretudo pesqueiras, que foram profundamente afetadas por essa tragédia. A campanha Mar de Luta é composta por essas pessoas, por essas existências que foram devastadas pelo crime do petróleo. Não podemos e não vamos esquecer que esse crime tocou no sagrado: o território, muito além de ser apenas um lugar para morar, é o que essas comunidades possuem de mais precioso.
Não nos calaremos enquanto houver injustiça! Nossa luta é pela vida, pelo meio ambiente, pela preservação da natureza que sustenta essas comunidades e todos nós. O crime do petróleo não é passado, é uma ferida aberta que continua a doer. E não é só o petróleo: as comunidades pesqueiras enfrentam outras ameaças, como as eólicas sem planejamento e sem consulta, a carcinicultura predatória e a especulação imobiliária, que seguem oprimindo e colocando em risco o modo de vida da pesca artesanal.
Não esqueceremos do crime do petróleo! Seguiremos em luta, em protesto e em denúncia, para que nunca mais um desastre como esse se repita e para que todas as ameaças ao modo de vida das comunidades pesqueiras sejam enfrentadas com a mesma coragem e determinação. Esta luta é por justiça, por dignidade e pelo direito de existir.